Mensagem de Dom Sosthène à Renovação Carismática Católica do Brasil



Mensagem de Dom Sosthène à Renovação Carismática Católica do Brasil,

 

Agradeço a Deus pelo maravilhoso tempo que passei no Brasil. Obrigado Jesus!

As graças recebidas durante este Encontro Nacional de Formação foram relacionadas com o mistério da misericórdia: o Pai misericordioso estava presente entre os seus. Como foi dito a Davi, era Ele que construiria a casa de Davi, sua Igreja, a Renovação Carismática Católica, nossas famílias e também a nós mesmos. O semeador, Jesus, semeia a boa semente. Durante os dias da Conferência, Jesus semeou em nossos corações.

Como Jesus pediu aos seus discípulos para irem para a outra parte do lago, depois de um dia muito agitado, ele também pede a Renovação Carismática no Brasil, para começar uma transição para uma nova evangelização, com um novo impulso para um novo crescimento.

Mas a passagem, a travessia do mar pode comportar todos tipos de perigos: o vento, as ondas, a tempestade, ... Por isso, precisamos da fé e da confiança em Deus para ter sucesso na passagem. Mesmo quando parece que o Senhor está ali dormindo, enquanto as águas entram na barca, será apenas a sua pedagogia para levar-nos ao amadurecimento da fé.

Os membros da Renovação Carismática Católica devem permanecer firmes na fé, como Maria nas Bodas de Caná. Apesar da resposta de Jesus “Mulher, minha hora ainda não chegou”, ela virou-se para os servos, com plena confiança, dizendo: “Fazei tudo o que ele vos disser! ”. Portanto, neste momento importante e delicado para a Igreja e para o mundo, o que os carismáticos necessitam para que o trigo dê frutos e os frutos permaneçam, é primeiramente a fé, a confiança completa, o abandono nas mãos de Deus, obediência absoluta ao Senhor. Tudo isso na humildade.

As “fábricas” e os “laboratórios” dessa maneira de ser e agir, são os grupos de oração renovados pela efusão do Espírito Santo. Grupos de Oração onde Deus está no centro por meio do louvor, da adoração, da meditação da Palavra de Deus, da participação ativa e assídua a Eucaristia - fonte e cume da vida da Igreja -, que vivem na fidelidade aos ensinamentos da Igreja e na fidelidade da comunhão fraterna. A comunhão fraterna aqui implica em ir para a periferia, e um maior compromisso com a promoção humana. Estes mesmos grupos são “Portas da Misericórdia”, “Fontes de água viva”, ou como diz o Santo Padre: “Santuários onde o pobre pode beber a água enquanto ele vai seguindo o seu caminho”.

A Celebração do Ano Santo da Misericórdia é uma ocasião maravilhosa para acelerar esse projeto. Ela pode ser para todos os fiéis da Igreja, em particular para os membros da Renovação Carismática Católica, um verdadeiro momento de reencontro com o Pai, cheio de ternura. Como nos exorta o Santo Padre, que deseja de fato que “o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz” (Cf. Bula do Papa Francisco sobre a Indulgência em ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia).

Deus nos convida para que possamos entrar na escola da Misericórdia, a fim de que cada um de nós possa crescer em seu ser interior na experiência pessoal do reencontro com Deus, e que todos nós sejamos também assim mais enriquecidos para nos tornarmos sinais e instrumentos da amizade de Deus para os nossos irmãos e irmãs, o que significa, aqueles que verão e tocarão a bondade de Deus.

A misericórdia de Deus é o poder para a vida, uma luz que nos levanta de nossas fraquezas para nos fazer sentar ao lado dos príncipes, que nos tira das trevas para o esplendor. Não esqueçamos que, quem olha em direção a Cristo tem o seu coração elevado pelo brilho da Cruz. E não tem nem sombras nem trevas na sua visão. Jesus deseja que neste ano, todos nós, que fomos mordidos pelas serpentes possamos ser curados ao olhar para Ele. Vamos até Ele todos nós que estamos subjugados com fardos pesados.

E será no fixar os olhos em Jesus que nós nos tornaremos eficazes: “A fecundidade da Igreja depende do amor por Cristo. O maior serviço que cada um de nós pode oferecer a Igreja então é amar a Deus e cada vez mais nos aprofundarmos na intimidade com Ele.” (Pe. Raniero Cantalamessa)

Em Unidade.


+Sosthène Léopold BAYEMI MATJEI

Evêque d'Obala - Cameroun




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